Guitarra -Revista Alema Fuzz Elege os dez maiores Guitarristas dos anos 80-Part 2

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Guitarra -Revista Alema Fuzz Elege os dez maiores Guitarristas dos anos 80-Part 2

Mensagem  PapaNJam em Qua Mar 11, 2009 12:46 am

John Norum – Ficou famoso por ser o guitarrista da formação clássica do Europe, que chegou ao sucesso mundial com seu rock de arena no meio da década de 80. Sua técnica apurada, tendo como ponto forte as frases totalmente velozes, o levou a ser um dos maiores guitarristas da história do hard rock, influenciando muitos guitarristas não só do estilo, como também os do metal. Norum surgiu como uma revelação da guitarra no final dos anos 80. Quando ninguém esperava que surgisse outro talento como Yngwie Malsmteen, este sueco prodígio conseguiu conquistar a guitarra aplicada do hard rock com seu talento.

Suas influências são claramente Gary Moore (sobretudo), Richie Blackmore e Michael Schenker, além também de Yngwie Malmsteen e John Sykes. O estilo de Norum se deve muito à escola do Thin Lizzy. Mas na técnica, ele soa muito mais como uma mistura de Gary Moore, pelo blues, Yngwie Malmsteen, pela velocidade, e George Lynch, pela pegada. Isso o leva a um grau honorário.
Norum tem uma pegada própria, combinando velocidade, melodia e precisão. Ele sempre misturou blues e música clássica em seus solos. Porém seu crescimento musical só se tornou conhecido mundialmente após sair do Europe, chegando ao ápice no fim dos anos 80. Na sua passagem pela banda de Don Dokken, ele foi comparado a George Lynch, que tem um estilo muito parecido com o seu. Em seus álbuns solos, Norum variou durante os anos. Em Total Control, encontramos solos neo-clássicos ao estilo de Yngwie Malmsteen como Let Me Love You e Eternal Flame. Mas nos álbuns seguintes o guitarrista passou a se dedicar mais ao blues de Gary Moore.

Apesar de ser um guitarrista fenomenal, Norum tem uma fraqueza. Assim como Yngwie Malmsteen, ele exagera no excesso de velocidade, que é desnecessário para ele, que já é altamente veloz. Quanto mais rápido ele sola freqüentemente, menos impacto seu solo possui. Norum deveria criar ligados de apenas 16/17 notas por segundo ou 32/33 notas em 2 segundos. Ele sempre quer ultrapassar essa marca, que já é fantástica, mas também pode perder o sentido querendo ultrapassar seus limites. Outro fator negativo, o que não é uma fraqueza, é que ele acabou marcado pela execução do solo de guitarra de "The Final Countdown", e existem muitos solos superiores a esse.

Há também algumas colheres de Ritchie Blackmore e um traço de Michael Schenker em seus riffs e solos. Norum lembra muito Blackmore na improvisação ao vivo. Sua palhetada alternada é precisa, e seus ligados habilidosos e velozes são melódicos, ricos e emocionais. Contudo seu grande recurso é o que a maioria dos poucos guitarristas com habilidade similar não possuem, maturidade e crescimento. John Norum é um seguidor ao estilo de Gary Moore, Yngwie Malmsteen e George Lynch, e um dos guitarristas mais importantes que o hard rock já teve até hoje.

Guitarras: Fender Stratocaster, Gibson Les Paul, Gibson Flying V.

Joe Satriani – Ficou famoso por ser o maior guitarrista instrumental depois de Jeff Beck. Foi professor de guitarra de Steve Vai, Kirk Hammett e Alex Skolnick, entre outros. Além disso, substituiu Richie Blackmore em alguns shows do Deep Purple, no início dos anos 90.

Sua maior influência é Jeff Beck, mas Joe estudou com Billy Bauer e com o pianista Lennie Tristano, que foram fundamentais no aprendizado teórico. Joe ainda cita Jimi Hendrix, Jimmy Page, Eric Clapton, Wes Montgomery e Mile Davis como “inspirações”, não influências diretas.

Joe é provavelmente o guitarrista mais perfeito de rock que já exisitiu. Seu conhecimento de teoria musical é de deixar qualquer um desconcertado. O conhecimento de Joe deixa-o criar ritmos e solos que vão bem além das escalas do rock. Seu grande sentido de melodia é realmente o que faz ou quebra a música instrumental. A diversidade de seus álbums são uma característica própria, pois variam: agressivo, balanço de tempo, sombrios, carregadas de blues. Joe é perfeito e fantástico, com técnica formidável, apresentando ligados e two-hands de entortar nossos cérebros.

A maioria dos guitarristas ficam satisfeitos ao basear uma canção em um riff ou em uma progressão boa carregada de instinto. Joe é um guitarrista que executa ligados em 99,9% dos seus solos. Isso é incomum entre os guitarristas. Quanto aos two-hands (tappings), Joe é superior ao seu aluno Vai, porém ainda não supera Eddie Van Halen, pois Joe é melhor na palheta do que nos dedos em seus tappings, e Eddie nunca usou a palheta pra executá-los. Isso é um ponto fraco em Joe, que apesar de não ser tão bom em two-hands com os dedos, é um mestre nisso com as palhetas. Assim como Vai, Joe também tem seu tempo muito ocupado com o G3, que faz turnês por todo o mundo. Independente de ser superior ou inferior ao seu aluno Steve Vai, Joe Satriani revolucionou a guitarra instrumental e influenciou toda uma geração.

Guitarras: Ibanez JS (Joe Satriani), com sua assinatura.

George Lynch – Famoso pelo estilo e pela técnica aplicada sobre a guitarra durante sua passagem pelo Dokken. George sempre teve diversas variações nas suas guitarras tigre-listradas. Porém sua personalidade forte sempre atrapalhou seu trabalho em qualquer banda, mas se tornou num dos maiores guitarrista da história do hard rock.

Suas influências são de Jeff Beck, Michael Schenker, Eddie Van Halen e Jimi Hendrix. Mas ele misturou todas juntas e criou seu estilo próprio de tocar, sendo reconhecido na primeira audição.

Ele incorporou várias técnicas novas em seu trabalho. Embora seja capaz de atingir a velocidade de guitarristas como Yngwie Malmsteen, Steve Vai e John Norum, George nunca a deixa sair do controle. Seus solos não soam compostos mas possuem bastantes elementos, como bom contrapeso dos ligados e a palhetada alternada, além dos two-hands (tappings), como na execução de "Tooth And Nail".

Uma fraqueza que atrapalhou George foi o fato de estar no Dokken, não só pelas brigas com Don Dokken, mas também por sempre ter ofuscado o talento do vocalista. Don nunca foi um vocalista adequado para uma linhagem mais metal, e George nunca trabalhou com um vocalista que pudesse prosseguir com ele em sua carreira solo quando saiu da banda. Mas apesar das idas e vindas com o Dokken, o guitarrista marcou época e influenciou muitos guitarristas de hard rock e metal.

Guitarras: Sua guitarra preliminar era uma strato da Kramer, mas o guitarrista passou a usar guitarras strato da ESP, com sua assinatura.

Jake E.Lee – Ficou famoso ao ser escolhido o terceiro substituto de Randy Rhoads na banda de Ozzy Osbourne. Jake se tornou num grande guitarrista de metal e foi um substituto a altura de Randy, pois Bernie Torme e Brad Gillis não conseguiram se sair bem. Jake também tocou com Dio e os Badlands.

Sua principal influência é o próprio Randy Rhoads, pois ele apresentou muitos das idéias rítmicas de Randy na banda de Ozzy. Mas Jimmy Page, Tommy Bolin, Uli Jon Roth, Ritchie Blackmore, Eddie Van Halen, Jimi Hendrix e Jeff Beck também lhe influenciaram.

Sua combinação de controle e a consistência fizeram a diferença no seu estilo de tocar, pois é um guitarrista versátil ao tocar qualquer canção. Com Ozzy, Jake teve que golpear um contrapeso entre a caça com armadilhas neo-clássicas de Rhoads que a música exigiu, e alguns bocados mais blues que eram mais naturais a ele. Jack usou tappings nos oitavadores e nas cordas Jake é um guitarrista muito rítmico no geral, como em "Bark At The Moon". E é nas passagens melódicas que Jack é mais forte, embora seus solos se iniciem freqüentemente com algum material selvagem.

Suas fraquezas começam com o vício pelas drogas, que atrapalharam muito mais a sua carreira do que por exemplo a de Eddie Van Halen. E para todo seu talento, a falta de produtividade de Jack o atrapalhou.

Guitarras: Jake sempre usou guitarras strato da ESP e da Jackson, com sua assinatura.

Adrian Smith – Ficou famoso ao fazer parte da formação clássica do Iron Maiden, umas das maiores bandas da história do metal. Adrian marcou com sua guitarra Lado Explorer preta, além da Gibson Les Paul dourada nas turnês do Iron Maiden. Mostrou ser o melhor, o mais técnico e o mais melódico dos guitarristas que já passaram pela banda.

Suas influências são percebidas facilmente, sendo Michael Schenker uma delas. No geral ele e seu parceiro Dave Murray mostraram duetos de guitarra fundamentais para o metal, com influências notáveis dos duetos do Thin Lizzy. Por sinal, na época eles eram descritos como “duetos em alta velocidade do Thin Lizzy". Outras influências de Adrian são Jimi Hendrix e Richie Blackmore.

Como já dito ele é o mais melódico dos guitarristas do Iron Maiden de Steve Harris. Seu sentido melódico não é como o de Michael Schenker, mas Adrian captura definitivamente um sabor melódico que chega muito a ele às vezes. Assim como a dupla do Thin Lizzy, Scott Gorham e Brian Roberstson, e do Judas Priest, Gleen Tipton e K.K.Downing, Adrian e Dave tinham estilos similares, mas complementares e com habilidade sábia. Outro fator fundamental foram suas composições, pois escreveu com Bruce Dickinson clássicos como "Flight Of Icarus" e "Two Minutes To Midnight".

Como banda, o Iron Maiden é extremamente agradável e influenciou muitas bandas de metal. Mas sua força real está mais no vocal e no baixo do que no trabalho das guitarras. Como guitarristas, não há nada o que discutir sobre a dupla, pois são ambos muito bons, mas nenhum deles é fantástico como Eddie Van Halen, Randy Rhoads, John Norum ou George Lynch por exemplo.

Adrian é um guitarrista muito básico do rock e não há nada particularmente de especial nele, exceto pelos duetos de guitarra ao estilo Thin Lizzy. O Iron Maiden é uma banda muito direta e por isso não podemos considerar como uma banda extremamente técnica. Nenhum blues, nenhum fusion, nenhum lado neo-clássico. Adrian Smith sempre foi mais rápido e melódico do que Dave Murray, que é apenas mais veloz. E mesmo ambos não sendo fantásticos, tiveram seu papel importante pelos duetos, chamado de “guitarras gêmeas”.

Guitarras: Gibson Les Paul, Lado Explorer, Fender Stratocaster e Jackson V (com sua assinatura).

Mathias Jabs – Ficou famoso ao substituir Uli Jon Roth nos Scorpions, fazendo parte da formação clássica. Jabs foi responsável para a descoberta comercial dos Scorpions, e a ascensão mundial ao rock de arena nos meio dos anos 80.

Jabs cita Jimi Hendrix, Johnny Winter, Jeff Beck e Eric Clapton como suas influências, mas admira também o trabalho de Eddie Van Halen. Você ouve claramente essa influência em seus solos e riffs, mostrando que Jabs tem muito mais influências de Van Halen do que seus compatriotas Uli Jon Roth, Rudolph Schenker, Michael Schenker e Wolf Hoffmann, pois todos os citados aqui caem mais para aquele rock setentista.

Jabs apresenta solos rápidos e ligações extensas de licks durante a música sobre o mais básico das progressões da corda. E seu papel no Scorpions é fazer apenas isso. Rudolph Schenker e ele compõem muito diferente da maneira que a maioria das bandas de dois guitarristas trabalham, pelo menos no heavy metal. Enquanto Rudolph tipicamente executa apenas bases e riffs, Jabs executa licks e solos com sua criatividade. Suas introduções rápidas, as melodias, os solos dramáticos de abertura (como "Rock You Like A Hurricane"). Ele cria peças complementares emocionantes na guitarra e a maioria dos solos, pois Rudolph raramente faz isso.

Mas Jabs tem alguns pontos fracos. Ele nunca começa tocando nos Scorpions. É uma tradição do grupo Rudolph abrir a música com sua guitarra, além de também ser quase que sempre ele o solista em baladas lentas (como o primeiro solo de "Still Loving You"). Outro detalhe negativo é a falta de duetos como no Thin Lizzy por exemplo. O Scorpions consiste apenas em solo e base, com exceção da instrumental "Coast To Coast". Mais um ponto negativo é o fato de Jabs não ter lançado nenhum álbum solo em sua carreira. Apesar disso Jabs toca muito e mostra sentimento, mesmo não sendo aquele guitarrista técnico.

Guitarras: Gibson Explorer e Fender Stratocaster (com sua assinatura).

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