Metallica: "Já estamos ensaiando riffs novos", diz Trujillo

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Metallica: "Já estamos ensaiando riffs novos", diz Trujillo

Mensagem  PapaNJam em Ter Fev 03, 2009 4:53 am

Christina Fuoco-Karasinski do LiveDaily entrevistou recentemente o baixista do METALLICA, Robert Trujillo. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

LiveDaily: Você já viu a banda crescer desde que você se juntou ao Metallica há quase seis anos?

Trujillo: "De várias formas: para começar, eu, pessoalmente e Kirk [Hammett, guitarra], nós temos filhos agora. Quando eu me juntei ao Metallica em 2003, eu não era casado, eu não tinha filhos. Agora eu estou sentado aqui com uma filha de 2 anos e um filho de 4 anos, casado e feliz. Essa é a maior transição na vida de alguém. Quando eu me juntei à banda pela primeira vez, eu era meio que um garoto em uma bolha. Eu tinha que realmente me focar em ser parte desta banda e aprender um catálogo de 23 anos na época, então aprender todo o material do 'St. Anger', que foi realmente doido. Então eu tive que criar essa bolha, para que eu pudesse me focar só nisso. Isto teria sido a parte mais difícil com uma família naquela época. E o Kirk também, como eu falei, tem um casal de filhos também. Lars [Ulrich, bateria] teve um filho há cerca de um ano. Há muita mágica nova na banda, um lugar onde todos nós podemos nos conectar, onde nós compartilhamos os mesmos interesses. Fora de muitas coisas como família, nós não temos muitos interesses em comum. Nós todos somos diferentes. Nossas famílias meio que nos unem. A música nos aproxima, definitivamente. É legal ter o aspecto da família lá também. algo que nós obviamente amamos e temos carinho. Nós todos podemos compartilhar isso".

LiveDaily: O que você vê para o futuro do Metallica? Vocês ainda tem um álbum no contrato com a Warner Bros., certo?

Trujillo: "Basicamente, eu não sei os detalhes técnicos. Eu só posso dizer isto: fora do lado dos negócios das coisas - que é provavelmente o que você está me perguntando - no nível criativo, o céu é o limite. Para mim, 'Death Magnetic' é só uma plataforma de lançamento. Nós já estamos ensaiando algumas idéias novas e novos riffs. Há uma seção rítmica que eu estou vendo com o Lars que eu gostaria de mergulhar ainda mais no futuro. É ótimo tocar riffs thrashs, pesados de novo, também. Isto é uma das coisas com esta banda - não há falta de idéias musicais. Quando você confere algumas das bandas que estão por aí há tanto tempo, algumas vezes a parte mais difícil é se manter motivado. Algumas vezes as bandas acabam tocando quase como - como se diz? - um tributo onde eles tocam todos os hits toda hora. Isso é legal. Mas o futuro desse tipo de banda não parece tão interessante. Eu acho que nós ainda temos algo em nós para criarmos músicas interessantes e ficarmos ainda melhores nisso. É meio engraçado".Metallica: Trujillo fala sobre Death Magnetic e ser pai--O editor Rick Florino da ARTISTdirect.com entrevistou recentemente o baixista do METALLICA, Robert Trujillo. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

ARTISTdirect.com: Vindo de um passado thrash old-school, você sente que trouxe um toque cru ao "Death Magnetic"?

Trujillo: "Eu acho que foi uma combinação de fatores. Se você quiser chamar de um recomeço, você pode. Foi natural, com um novo time e uma nova atitude. O [produtor] Rick Rubin foi realmente instrumental em fazer o Lars [Ulrich, bateria] e James [Hetfield, vocal e guitarra base] se reunirem com aquela sensação old-school. Por muito anos, pareceu que eles estavam tentando se afastar disso de certa forma. Eles estavam fazendo outras coisas, claro, e sendo criativos, mas eles não estavam rodeando a zona do thrash. Para mim, como baixisita, é muito bom ser criativamente uma parte disso. Tocar thrash no meu primeiro disco oficial com o Metallica é muito animador para mim. Eu realmente amo os anos antigos do Metallica com o Cliff Burton, e é simplesmente muito divertido".

ARTISTdirect.com: Há também uma sensação moderna nas músicas. Muito disso tem a ver com a nova unidade e seu modo de tocar baixo. Essas músicas não parecem datadas. "Death Magnetic" é provavelmente o disco de thrash mais atual que saiu no século 21.

Trujillo: "Sim, eu concordo. Há definitivamente uma combinação de sensações nisto. Não soa como nenhum disco em específico do Metallica. Ele tem sua própria identidade, assim como qualquer disco do Metallica. O ponto chave disto é que é um álbum que nós queríamos poder tocar ao vivo. Esta foi uma das coisas que Rick focou. Ele dizia tipo, 'criem um corpo de música que vocês possam desafiar sua platéia. Vamos voltar para o passado onde vocês tentavam conseguir um contrato e estavam fazendo suas músicas para uma fita demo'. Chegar a essa mentalidade foi crucial. Há arranjos que, às vezes, parecem técnicos e um pouco abstratos, mas ainda tem groove. Para realmente destacar a música, é preciso ter groove. Nesse sentido, 'Death Magnetic' tem um aspecto muito bom ao vivo".

ARTISTdirect.com: O fato de você ser pai está sempre em sua mente atualmente?

Trujillo: "Sim, este é um ponto interessante - agora que cada um de nós temos várias crianças. Kirk [Hammett, guitarra] tem dois filhos também. Para mim, foi como, se junte ao Metallica e seis anos depois estou casado e tenho dois filhos [risos]. A vida muda nesta banda. Esta é uma das muitas coisas que temos em comum. Nós todos somos pessoas diferentes - extremamente diferentes. Lars e James são completamente diferentes. Eles provavelmente não teriam nada pra fazer um com o outro se não tivessem a música. Nós todos nos conectamos através da música. Isto que nos torna irmãos. Quando estamos no palco, ou escrevendo, nós temos um respeito mútuo uns pelos outros. Fora da música, somos muito diferentes. Nossas famílias nos unem. É algo que nós compartilhamos e temos em comum. Se eu tenho questões sobre como ensinar meu filho de 4 anos ou minha filha de 2 anos a ir ao banheiro, eu posso ir nos outros caras da banda porque eles já passaram por isso. Isso é legal, e isso é especial. Isto também torna as coisas mais fáceis quando estamos planejando nossas turnês e tentando agendar as coisas um ou dois anos a frente com a agenda da escola e agenda de gravações. Isto é algo que todos nós compartilhamos. Você sempre pensa em seus filhos na turnê ou no palco. Outra noite foi o aniversário da filha do James. Ele a trouxe ao palco e cantou feliz aniversário para ela em frente a 20 mil pessoas. Eu queria chorar [risos]. Eu pensei, 'cara, isso é pesado!'. Eu também pensei, 'algum dia, talvez isto acontecerá comigo'. É algo que as crianças amam passar por essa experiência e também de fazerem parte. É muito divertido".

ARTISTdirect.com: O que tem no Metallica que nunca morrerá?

Trujillo: "Há algumas coisas que eu percebi. Os fãs, obviamente, são espetaculares. Nós nos orgulhamos de tentar nos conectar com nossos fãs. Toda noite nós temos um meet-and-greet. Você não pode encontrar muitos de seus fãs, mas nós tentamos o máximo que podemos. Nós encontramos cerca de 15 a 20 fãs. Nós fazemos isso. Nós sempre tentamos nos manter em contato através do site ou do fã-clube. O outro lado disso é que o Metallica - com o detalhe da música e do amor pela música - uma das coisas que eu notei é quando nós colocamos nossos instrumentos, é como ser uma criança na garagem de novo, voltando ao passado. As pessoas começam a tocar riffs do Def Leppard, AC/DC ou Iron Maiden. Piadas surgem a todo momento. É realmente divertido. A banda ama fazer música e se diverte fazendo isso. Isso que torna o Metallica ainda relevante".

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